::: JB em papel morre nesta terça-feira :::

A última edição impressa do Jornal do Brasil circula nesta terça-feira (31); a partir de amanhã, dia 1º de setembro, quem quiser se informar pelo diário terá que assinar seu conteúdo online. Depois de conhecer o JB Digital, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, sentenciou que ele prenuncia o futuro do Jornalismo.

“Há alguns anos, pensava diferentemente”, disse o ministro ao JB. “Não sabemos exatamente o futuro, mas acredito que, em 25 anos, por aí, todos os jornais deixarão o papel, transferindo-se para o meio digital”, completou.

O jornal, que tem 119 anos de existência, chegou a ver sua versão dominical circular com tiragem de 230 mil exemplares na década de 1960. Na Redação do JB já passaram nomes como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Manuel Bandeira, mas o acúmulo de dívidas trabalhistas e fiscais – que somam R$ 800 milhões – forçou a migração completa.

Em anúncio de duas páginas publicado na edição de 14 de julho, o jornal não dá pistas sobre os problemas financeiros. Ao contrário, diz que a mudança reflete o pioneirismo do JB: “O Jornal do Brasil, coerente com sua tradição de pioneirismo e modernidade, se coloca mais uma vez à frente do seu tempo. A partir de 1º de setembro de 2010, passa a ser o primeiro jornal 100% digital”.

O próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina um artigo na primeira edição sem tintas do diário, que teve alterações também no valor da assinatura, passando de R$ 49,90 para apenas R$ 9,90 mensais.

O pioneirismo, no entanto, não teve aceitação unânime por parte dos colaboradores. O primeiro a deixar o jornal foi seu presidente, Pedro Grossi Jr. que, em carta aos diretores, comunicou seu desligamento. “Considerando que isto contraria a razão pela qual fui contratado, solicito, sem perda de meus direitos, que do expediente do jornal e de todas as revistas não conste mais meu nome”, pediu.

Mas o diretor do Jornal do Brasil, Humberto Tanure, está otimista com a nova fase e disse que poucas pessoas foram desligadas. “Vamos ter uma Redação com quase 100 pessoas, incluindo fotógrafos e diagramadores. Houve poucas demissões e contratamos gente jovem para a parte de tecnologia”, afirmou ao Comunique-se.

“A internet tem uma linguagem própria e vamos ser 100% internet, mas vamos manter nossa essência e a linha editorial mudará pouco”, explicou.

Com informações do Portal Imprensa

Fonte: AdNews

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Tema muito interessante a ser discutido. Qual será o próximo jornal a ser nocauteado na versão em papel?

Não podemos deixar de mencionar jornais gratuitos como o espanhol METRO que se estabeleceu muito bem no mercado brasileiro, demonstrando que a versão em papel tem sim um mercado importante e sedento por uma informação mais direta pra consumir em poucos minutos.

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Publicado em setembro 1, 2010, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Acredito que esse seja o futuro para todos os outros jornais impressos.

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